Erra-se uma vez, resvala-se na poeira e sacode-se
o engano
some-me a falta de engenho em inventar caminhos
em contornar destinos
longa, compassada
a vida
fino fumo que se dissipa
bastava inalar-te e revestir-te com a boca
mas pareces-me insulto
afrontas-me com sonhos
versos tortos diria eu
maldito vicio, este
viver-te intensamente
enquanto te dissipas.
Vera Carvalho

10 comentários:
Genial, Verinha! Palavras bem escolhidas num poema invulgar.
Um aplauso e uma flor.
gostei do seu blog!!
Vera...
O vicio
se agarra nos olhos,
no corpo,
quer brincar com o corpo
provar o ópio,
alongar a noite
em versos livres,
sem rumo...
Tudo é chama que consome,
fome que não cessa
prazer que tem pressa
enquanto te dissipas...
Beijos
AL
A efemeridade de tudo aqui está, neste poema o vício entre o desejado e o conseguido, entre o procurado e o alcançado.
Afinal a vida é o viciar das conquistas e derrotas em que elas se tornam.
Parabéns.
Venho agradecer o sorriso deixado no Luz... E por que não dizer que tens um espaço iluminado aqui... claro, claro de tua luz interior...
Abraço!
Verinha, este teu poema é fabuloso.
Digo-te isto com conhecimento de causa, porque eu sou fumador... rs...
"maldito vicio, este
viver-te intensamente
enquanto te dissipas."
Genial...
Querida Verinha, os meus beijos.
Vera,
Vim reler-te, rever-te... e deixar um beijo!
AL
Excelente!! Gostei!! Quando acessei, pela foto, achei que seria uma receita para parar de fumar...rsrs...
[]s
Minha querida
Um poema sugestivo para deixar o maldito vicio...mas é dificil.
Um lindo poema, um entrelaçar de palavras que adorei.
adoro sempre ler-te.
Beijinhos com carinho
Sonhadora
dissipamo-nos sim...todos feitos num fumo que mais adiante se condensa para se esfumar de novo.
Somos consistemente e solidamente voláteis
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