outubro 19, 2010

Maldito vício

Erra-se uma vez, resvala-se na poeira e sacode-se
o engano
some-me a falta de engenho em inventar caminhos
em contornar destinos

longa, compassada
           a vida
fino fumo que se dissipa

bastava inalar-te e revestir-te com a boca
mas pareces-me insulto
afrontas-me com sonhos
                           versos tortos diria eu
maldito vicio, este
viver-te intensamente
enquanto te dissipas.


Vera Carvalho