Tem dias que as folhas me falam de ti
brancas, frias, sussurram-me
como o vento da noite que nos adormece
mas eu preferi-as vermelhas, quentes
vozes anoitecidas, empurradas pelo ontem
como se ainda fosse cedo
emagrecem-me de ti
tal a distância
ainda assim ouço-as
na esperança que se façam gestos, veias
carne
e me olhem sepultadas no silêncio
mas vivas no tempo

7 comentários:
Vivas vozes...
Enoitadas
Quase algozes
Encantadas
;)
Minha querida
Por vezes o que resta são as palavras que recordamos e que nos vestem a alma.
Adorei o poema
beijinhos
Sonhadora
Querida Vera
Há mudanças por aqui... e versos sonhadores.
Um beijo
Daniel
A esperança é a última a morrer. Não possuímos o poder do esquecimento.
Beijo
Gosto imenso de te ler.
Mas publicas tão poucas e raras vezes...
Este poema é magnífico. Como é tudo que escreves.
Querida amiga, bom fim de semana.
Beijos.
Olá!
Eu também me chamo Vera, embora prefira que me chamem de Lúcia.
Adorei seus textos.
Terei imenso prazer em recebê-la no meu blog.
Abraços
Fui clicando por diversos blogues e, às tantas, deparei-me com o seu espaço. Em boa hora o fiz, pois não falta por aqui sensibilidade e talento.
Vou seguir com todo o gosto.
Bj
Enviar um comentário