abril 28, 2010

foto de Sara Kross 
Morreria uma, duas, três
as vezes que esse sorriso me levasse
dividida entre a boca e o verso
(emudeço)

Veio da alma, rasgo
em meu peito
o universo como se de mim fugisse


Fosse a morte o renascer dos teus lábios
a cada raiar meu
e a madrugada beberia o dia


Morreria nessa doença tola de ter
e querer-te mais
em doses exacerbadas de teu beijo.


Vera Carvalho

6 comentários:

António disse...

Gosto imenso da poesia que escreves.

Beijinhos
António

A.S. disse...

Vera,

... e o poema brota
no vermelho carmim da tua boca
como um beijo irreprimivel
que suga toda a noite!


Beijos!
AL

Daniel Aladiah disse...

Querida Vera
A elegia dum beijo diferente.
Um beijo
Daniel

Helder Eira disse...

Bonitas palavras, gostei.
Fica bem e boa escrita
bj Helder Eira

Jorge Bicho disse...

e por fim voltei, as mesmas sensações. o mesmo peso de uma mulher com as palavras a engravidarem quem a lê.
é sempre muito bom ter-te por aqui. um beijo Vera
obrigado
JB

Jorge Carvalho disse...

Olha a "minha" Vera Carvalho, sempre em grande forma com a sua poesia de sonho.
Minha Querida: Gostaria de compartilhar contigo os meus dois poemas vencedores de um concurso de poesia cujo tema era a Mata do Buçaco. Cada participante poderia apresentar no máximo três trabalhos. Apuravam-se os dez melhores que serão destinados a um pequeno livro que servirá de promoção da famosa floresta.
Dois poemas meus premiados e, por isso estou muito feliz.
Lembrei-me de ti.
Obrigado por te ter conhecido.