foto de Alberto Monteiro
Fracos meus punhos
de um quase – amor alvo, combalido,
feixe ténue de luz
meus olhos despidos, moribundos, sumidos
tão resumidos esses encontros
descarnados à raiz, desoras
fartam-se em manto e o meu vermelho
desfaz-se agora em pranto
ordinário desafogo que some e me consome
por entre margens de um rio
corre moroso, ascendente à minha voragem
só eu sigo soturna, esta viagem
Vera Carvalho
Fracos meus punhos
de um quase – amor alvo, combalido,
feixe ténue de luz
meus olhos despidos, moribundos, sumidos
tão resumidos esses encontros
descarnados à raiz, desoras
fartam-se em manto e o meu vermelho
desfaz-se agora em pranto
ordinário desafogo que some e me consome
por entre margens de um rio
corre moroso, ascendente à minha voragem
só eu sigo soturna, esta viagem

8 comentários:
Adorei... perfeita expressao de palvras
Lindo poema!!!!
vera
um belo poema...
meus olhos despidos, gostei muito desta frase.
um beij
Nas asas do vento, trouxe-te um poema:
"As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas...."
Eugénio de Andrade
Adorei visitar-te (já tinha saudades de viajar neste teu belo canto e sentir as tuas palavras em tão belos momentos).
Bj
Luis
Vera...
Seguimos um caminho estreito
que se abre e apaga aos nossos passos!
os reflexos espalhados
nas margens,
são a sombra de uma outra manhã
que surgirá pronta, total...
e vermelha!
Um beijOOO... e saudades!
AL
As tuas palavras arrepiaram-me...
beijo
O rio que corre deve ser fonte de energia,
deixa-te embalar na sua água corrente.
Deixa a luz entrar no teu olhar
e procura-te.
Beijo
António
Um quase-amor , o teu, que nos envolve de sentires.
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