janeiro 06, 2010

Encontro


foto de Mariah

Vieste ameno como as manhãs de domingo
que por ali ficam à janela
a olhar para mim
num silêncio inconsciente.
Carregavas nos braços flores
e no rosto um halo de sonhos.

Perdoa-me se ainda dormia,
mesmo quando montanhas e vales
bocejavam o dia.

Mas há um tempo
que o vento nos impõe…
mesmo no sussurro
da suave aragem.

Vera Carvalho

10 comentários:

El Brujo disse...

Essas pétalas me reinventam, me revigoram, me reabastecem... Sigo as vezes em silêncio, invisível... mas nunca deixo de vir buscar inspiração!

Porpettinha disse...

Arrepiei com tamanha perfeição na união das letras....

bjos

Não à Violência! disse...

Fantásticoo! :)

Daniel Aladiah disse...

Querida Vera
Começas o ano com toda a beleza das palavras que nos tocam.
Um beijo
Daniel

Nilson Barcelli disse...

Gostei do teu poema, querida amiga. Muito melódico e suave.
Já não publicavas há meses, mas vejo que continuas em forma...
Boa semana, beijos.

Sandokan disse...

Às vezes é preciso abanar a árvore da existência para caírem as folhas velhas. Talvez seja por isso que eu não quero saber quem pintou o céu de azul, mas eu quero é o resto da tinta, porque nós podemos matar o tempo, mas é sempre ele que nos enterra.
Gostei muito de vir aqui visitar o teu belo espaço. No carácter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude. O destino une e separa pessoas. Mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas, que por algum motivo um dia nos fizeram feliz!
Nunca desistas dos teus sonhos… e nunca os deixes para trás. Encontra-os, torna-os próprios e durante toda a tua vida tem muito carinho por eles e nunca os deixes partir. Necessitas de muita dedicação para realizares os teus sonhos, porque eles não se realizam por magia dado que a magia é pura ilusão – o alimento dos perdedores - que nunca te vai tirar do lugar onde te encontras.
BOA SEMANA!

Sandra disse...

Vim retribuir e agadecer a sua visita no blog.
Gostei muito do comentário.
Um grande abraço.
Sandra

Nydia Bonetti disse...

É o segundo poema "de vento" que leio hoje. Mensageiro? Talvez...
Lindoo teu poema. Abçs.

Se7e/5 disse...

"Mãe de um feto violado, afirma sua inocência e prova que a agulha de tricô indiciada como arma do crime não correspondia ao número da embalagem. Abortilda Semedo, afirmou que vai processar a fábrica de agulhas pelo incidente que está provocando todos os problemas vividos actualmente com a justiça e opinião pública. Numa primeira justificação, ainda a quente, logo após o parto, a alegada violadora, confessou que tudo aconteceu quando estava tricotando uma camisolinha de seda para o seu pequenino rottweiler de 2 aninhos, já que ela costumava trabalhar nuinha e com as pernas bem abertas, só que nessa vez, incompreensivelmente, uma das agulhas escapou para dentro da vagina. “Eu achei muito estranho, mas não liguei e se não fosse um cliente a queixar-se que tinha sido mordido..."
O restinho? nã, nã... só no Se7e!

Gregorio Omar Vainberg disse...

Poema casi origamistico, onde vales e montes se complementam e completam.