foto de Alexandre Delmar
Se eu te estendesse a mão
talvez me aludisses
sem dó, nem piedade,
em semblante altivo, senhor
excelência de si
para as profundezas dos teus olhos
talvez
respirasse de ti o odor bélico,
que corrompe a salubridade dessas lágrimas
em esfaimada primazia
dos punhos veemente cerrados
albatroz
talvez soubesse de ti
porque é que as ondas se revoltam
e voltam de novo às origens
imprudentes, quebráveis
preceito sagaz
mantém o horizonte aprisionado
e nele
na réstia de luz cálida
estendo as minhas mãos
talvez um dia
perceba a origem de tudo
Vera Carvalho
talvez me aludisses
sem dó, nem piedade,
em semblante altivo, senhor
excelência de si
para as profundezas dos teus olhos
talvez
respirasse de ti o odor bélico,
que corrompe a salubridade dessas lágrimas
em esfaimada primazia
dos punhos veemente cerrados
albatroz
talvez soubesse de ti
porque é que as ondas se revoltam
e voltam de novo às origens
imprudentes, quebráveis
preceito sagaz
mantém o horizonte aprisionado
e nele
na réstia de luz cálida
estendo as minhas mãos
talvez um dia
perceba a origem de tudo

8 comentários:
Sublinho:
"mantém o horizonte aprisionado
e nele
na réstia de luz cálida
estendo as minhas mãos"
Por isso gosto de ler-te! :)
Beijos
mpc
Muito bonito, como réstia de sol que aquece as mãos em dias de inverno...
beijo
Olá Vera
tanto tempo sem nos vermos. Cada vez está maior a tua poesia. beijos e obg por me seguires,
JB
Querida Vera
Estou contigo, talvez um dia percebamos a razão de tudo isto...
Um beijo
Daniel
Tu és magnifica!
bjos
Horas de reflexão
Represarei meus pensamentos,
Para que em mim se reflictam
As estrelas da noite
E as luzes da manhã...
Deixarei de correr entre campos e gargantas
Para sentir a carícia do vento
E reflectir em minhas águas
Os píncaros nevados da montanha.
Represarei meus pensamentos
Para fixar o vôo dos pássaros,
A marcha das nuvens,
E o degelo das neves.
Deixarei de correr por vales e gargantas,
Se, na tranquilidade de minhas águas,
Houver o espelho nítido e profundo
Onde se reflicta o gesto de tuas mãos
E a graça do teu rosto.
Então adormecerei no fundo de mim mesmo
E sobre meus olhos abertos para a eternidade,
Os peixes vindos da noite
Tecerão filigranas indecifráveis,
Com o reflexo das escamas feitas de lua e sonho..-
vir de férias e ler-te...
sublime reencontro com as tuas palavras.
beijos no coração
JB
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