fevereiro 12, 2008

Insânia


foto de Keitology

Talvez eu não possa amar-te

talvez a insanidade dos meus sentidos revogue
a serenidade de um poema ladeado de lírios e organzas
e me acerba esta vontade de te rasgar a pele
e colar-me a ti

talvez a sede de mulher sugue
as palavras doces da tua boca
e me atice esta vontade de te trincar os lábios
e beber-te o sangue

talvez o despropósito do meu ser arranque
as raízes dos teus braços
e me enlouqueça esta vontade de te roubar ao mundo
e fundir-te em mim

talvez eu não possa amar-te
com a lógica da razão

amarra-me então o corpo
mas liberta-me deste coração

para que eu não possa
amar-te

Vera Carvalho

19 comentários:

A. Jorge disse...

Olá!
Tenho, para os meus eleitos, um recado no "Vagabundices"!

Um beijo

Jorge

http://vagabundices.wordpress.com/

Artur Moura Queirós disse...

Talvez não haja amarras que segurem um coração servo de seu corpo...:)

Menina do Rio disse...

"Talvez eu não possa amar-te..."

e por não poder, talvez amar-te, enlouqueço a pensar que posso amar-te!

Querida, poema tão profundo que até se confundiu com a minha dor

Um beijinho pra ti

Anónimo disse...

fazes-o?

Nilson Barcelli disse...

Talvez...
Mas o que é certo é que escreveste um excelente poema.

Bfs, beijinhos.

Rosa Maria Anselmo disse...

Faz tempo que não te vinha visitar.
Deixei um miminho para ti no meu bog (dia 7.02.08) aceita-o, é com carinho.
jinhos
Rosa Maria

Paulo Afonso disse...

Poesia de grande qualidade.
Como é este espaço teu. Parabéns!
Beijo

Daniel Aladiah disse...

Querida Vera
Nunca o faria... a vida só assim terá razão...
Um beijo
Daniel

Pedro Branco disse...

De cada vez que não consigo o ar sufoca-me as memórias. Encobre-me as marés da busca para de novo me partir em pedras demasiadamente sem vida. Fico. Perto demais de mim. Nem consigo olhar. O tempo desenha os seus labirintos e precipícios no areal das minha lágrimas que secam as correntes. Os rios desaguam-se no vazio. E eu fico. Perto demais de mim. No nó da minha existência...

Pepe Luigi disse...

Sublime o toque e a leveza levada ao rubro destas singelas palavras feitas poesia.

Um beijinho
do Pepe

ContorNUS disse...

Está Lindíssimo Vera...apesar da triste sensação inatingível

Jorge Bicho disse...

olá Vera, deixei um mimo para ti no meu blog. beijos
JB

Vera disse...

Vera, adoro este poema, como habitualmente adoro o que escreves. Tens um dom maravilhoso e único!
Apesar de algo triste é realmente belíssimo! E adoro um poema com uma certa dose de tristeza e dor.

Um beijo enorme

Vera

as velas ardem ate ao fim disse...

Uma loucura poderosa!
bjo

Charlie disse...

Que mulher extraordinária és Vera.
Que alma imensa tens, tu que pões todo o coração naquilo que escreve.
Fico sem palavras.
Apenas posso beijar o chão que pisas....

melgadoporto disse...

Gostei!
Gostei mesmo!
Um querer e não querer…
Nem tanto um querer e não poder...
:)

david santos disse...

Lindo, lindo, lindo, Vera!
Parabéns.

Anónimo disse...

Vera
cada dia a tua poesia me faz mais feliz.
lindo este teu pedaço de maravilha
JB

freefun0616 disse...

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