janeiro 21, 2008

Vou aonde vão as folhas


foto de Alain Marc
O vento larga a candura de um sopro
e as tardes vadias varrem-se
nas conversas desgastadas
pela sombra do sol.

Oiço as folhas ao meu redor segredarem
a sua partida e acalma-me saber
que seguirei o mesmo caminho.

As folhas vão onde vai a poeira
e eu esmaguei-te vezes sem conta.

Sei que a minha garganta sentirá o vão dos rios secos,
os olhos a acidez das chuvas,
os pés os espinhos das rosas
mas o meu desígnio voa com o vento.

Inútil é arrancar as penas e
espalhá-las como um pranto
à espera que a chuva lave as
vísceras do arrependimento.

Vera Carvalho

19 comentários:

DelfimPeixoto disse...

Sentido!!!
bjs

Claudia Perotti disse...

Ler-te e sentir cada letrinha tua como se fosse nossa. Intenso e lindo!

Beijinhossssssssssss

João Videira Santos disse...

Sentimentos abertos na chaga de cada palavra.
Gostei.
Beijo
João Videira Santos

Sereia Azul* disse...

Os teus poemas estão cada vez mais aprimorados, perfeito sentir que nos fascina a alma.

Um abraço de brisa marinha*

Sereia Azul*

A. Jorge disse...

Simplesmente magnífico! Que mais posso eu dizer?

Um beijo

Jorge

http://vagabundices.wordpress.com/

Secreta disse...

Apenas nós próprios podemos fazer algo contra o arrependimento.
Beijito.

Artur Moura Queirós disse...

Costumo fazer considerações sobre a mensagem dos poemas que leio, mas neste caso apetece-me dizer, que simplesmente adorei...:)

Identifico-me com a sua forma de escrever.

Nilson Barcelli disse...

"Inútil é arrancar as penas e
espalhá-las como um pranto
à espera que a chuva lave as
vísceras do arrependimento."

Todo o poema é excelente, mas o final...

Bfs, beijinhos.

as velas ardem ate ao fim disse...

Perfeito.

Inutil deixarmo nos vencer pelo tempo, pela inercia...

bjo

Jorge Bicho disse...

Cada vez que te leio, percebõ-te irrepetível, inimitável, como se esses teus textos me entrassem pelo coraçao e aí se aninhassem.
a tua poesia está cada vez mais linda.
beijinhos
JB

Menina do Rio disse...

Triste... Poema e imagem. Talvez a chuva leva, o sol seque e o vento carregue...

beijinho

O Profeta disse...

Os pesares dividem as marés
A idade do ouro ainda tarda
Os anos passam como gotas varridas
Por um tempo que retrata o nada


Convido-te a saborear um absinto no meu espaço
pela Taça de Fino Ouro



Mágico beijo

Jorge Bicho disse...

olá Querida amiga Vera,
este é um dos mais belos poemas que fizeste, lindo lindo.
tenho saudades das tuas visitas ao meu cantinho.

beijinhos
JB

Daniel Aladiah disse...

Querida Vera
Há sempre outros caminhos e, até, atalhos, mas que não substituem a outra visão...
Adoro essa música!
Um beijo
Daniel

as velas ardem ate ao fim disse...

Um bjinho grande!

Joaquim Amândio Santos disse...

nunca cinzas.
nunca desfeitas, nem pedaços ocos.

pontos migratórios do querer. para lá.
onde o pensamento reside na ventura do acontecer!

DelfimPeixoto disse...

Estou aqui
http://baudepoemas.blogspot.com/
http://ondasdocesondas.blogspot.com/

nunix disse...

a candura é assim, permite-se a um certo tipo de pessoas... e de poemas! Beijinho

freefun0616 disse...

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