novembro 23, 2006

Sem Ti

















Sem ti, a chuva continua a cair, as águas correm e as nuvens passam.

Sem ti, as ondas do mar envolvem a areia e as gaivotas voam livres pelo céu.

Sem ti, o tempo corre, as pessoas vagueiam e a existência quotidiana continua.



Mas sem ti, eu paraliso, o meu corpo torna-se desnecessário, os meus sentidos são amortiçados.

Sem ti, não existe manhã, tarde, noite, minutos, horas, apenas um tempo…uma agitação longe de mim que me gela o sangue e me provoca lágrimas oprimidas.

Sem ti, não existo como corpo, como mulher, como afago, sou escuridão cativa deste mundo.


-----V.C.-----